O Closet

closet_poster.jpg

Le Placard, 2001, é uma deliciosa comédia francesa. O filme conta a história de François Pignon (Danton Auteuil), um homem que fracassou em todas as áreas de sua vida: é um profissional medíocre; divorciado há dois anos, ainda é apaixonado pela ex-mulher que o despreza; e seu filho nunca quer vê-lo por uma simples razão: Pignon é chato, muito chato.

Tudo muda quando ele descobre que perderá seu emprego e seu vizinho o aconselha a se passar por homossexual para evitar a demissão. As pessoas passam a ver Pignon com outros olhos, e ele próprio se descobre mais confiante depois de sair do armário. Isso faz com que haja várias leituras diferentes e curiosas para a mesma questão: homossexualismo. A fábrica de produtos de borracha, entre eles, camisinhas, em que Pignon trabalha descarta imediatamente sua demissão e ele é promovido a ícone junto ao público homossexual.

closet_imagem.jpg

Com a mudança, as mulheres ficam curiosas a seu respeito, querem convertê-lo em heterossexual novamente. Mas o mais intrigante são as reações de pessoas que desejam afastar de si o estigma de preconceituosos. Atitude comum nos dias de hoje, as pessoas não querem ser taxadas de preconceituosas, mas nem por isso deixam de sê-lo.

Félix Santini (Gérard Depardieu) é uma dessas pessoas. Uma das personagens mais deliciosas do filme, Santini é metido a machão e ironiza Pignon assim que sua homossexualidade é “revelada”. Os colegas o alertam de que aquele tipo de atitude não é bem visto pela empresa e, com medo de perder o emprego, Santini começa uma luta desesperada para demonstrar seu afeto pela mais nova bicha do pedaço. Ao lutar com seu lado machão para aceitar a homossexualidade do colega, passa a ver a si próprio de uma outra maneira, muito mais cor-de-rosa…

Le Placard, que significa o armário, em francês, foi traduzido para o português (?!) como O Closet (mais um exemplo de tradução desastrosa de título), o filme tem roteiro e direção de Francis Weber, que também fez o roteiro de A Gaiola das Loucas. Em Le Placard, porém, a homossexualidade é tratada com muito mais sutileza e ironia, e deixa claro que não é necessário piadas esdrúxulas nem adolescentes estúpidos colocando órgãos genitais em tortas para se fazer uma comédia de sucesso.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: