Ana das Carrancas e sua filhas

Cerâmica Pernambucana

Quando chegou em Pernambuco era conhecida como Ana do cego, retirante vinda do Piauí, que por 3 meses viajou com a família durante a noite, para fugir do calor e do sol, e de dia descansava e procurava com o que se alimentar. Nunca aceitou que o marido, que é deficiente visual, fosse pedinte. Insistiu em trabalhar para sustentar a família, e começou a fazer louça para vender. Virou Ana louceira, mas a vida continuava difícil. Ganhava pouco com a venda das louças, e o preço da argila subia na praça. Para não parar de trabalhar, passou a buscar argila no rio São Francisco.

Numa das idas até o leito do rio, se sentou para observar os barcos com as suas carrancas, enquanto pedia a Deus que a ajudasse a encontrar uma solução para sustentar a família. Diz a lenda que muitas embarcações naufragavam no rio São Francisco, vítimas de animais gigantescos e seres estranhos. Para afugentá-los criou-se o costume de colocar na proa do navio uma carranca de madeira, que projetando sua sombra monstruosa na água mantinha os maus espíritos afastados, e o barco protegido. Transportando a forma das carrancas para o barro, Ana Louceira, passou a Ana das Carrancas e pelo reconhecimento de seu trabalho, hoje é conhecida como a Dama do Barro.

Seguem abaixo fotos tiradas em seu ateliê, que infelizmente Ana não usa mais, pois sofreu um derrame há pouco tempo. Suas filhas, no entanto, continuam vivendo do barro. Maria da Cruz faz o mesmo tipo de carranca que a mãe a ensinou, já Ângela, como diz a irmã, tem imaginação própria, e além de novos tipos de carrancas produz lindas telas com barro.

Carrancas

carrancas.jpg

 

carrancas_2.jpg

 

Produção de Ângela (Argila sobre Tela)

Luiz Gonzaga

gonzaguinha.jpg

 

Releitura da Bandeira de Pernambuco

bandeira.jpg

Mulher com Moringa e Natureza Morta

argila_tela.jpg

Nova Carranca

mascara.jpg

 

 

Anúncios

23 Respostas to “Ana das Carrancas e sua filhas”

  1. Victor Cavalcanti Says:

    Quando Criança, estudei no Colégio Dom Bosco em Petrolina-PE, onde tive o prazer de conhecer e ser ensinado pela Srª Ana das Carrancas a mexer com argila, coisa que trago comigo até hoje, naquele momento ela me ensinou a fazer um barquinho com uma carranca na frente e lembro que levei do colégio para casa com o mair cuidado, pois, a argila ainda tava mole. Bom foi uma mestra que tive só por uma manhã, mas, que seus ensinamentos ainda hoje me acompanham, como coisas que nela vi como sua humildade, paciência, força de vontade por sua historia, superação em fim a beleza natural que demonstrava com seu olhar, assim como eu muitas outras crianças estavam encantadas com tudo aquilo. A algum tempo atrás escupi o rosto do meu tio em argila, assim com fiz um busto do meu cachorro um rottweiler, as vezes pinto ou faço algo relacionado a arte, arte esta que em mim foi desenvolvida por dona Ana.
    Parabéns a dona Ana pelo exemplo de vida que ela é e aos seus familiares por não deixarem esta coisa tão bonita morrer, mas lembrem-se que que a beleza de dona Ana, não esta contida só em sua arte, mas em todo seu contexto de pessoa e de vida.

    Parabéns. e fiquem com Deus!!!

    Victor Cavalcanti
    Recife-PE
    victorwandorth.com@hotmail.com

  2. Aldizio Barbosa Says:

    Quando criança morei vizinho a Ana das Carrancas,com ela e como seu marido aprendi muita coisa que lembro até hoje.lembro-me que quando o barro chegava do rio, eu e meus irmão menores adoravamos limpa-lo,e quem nos ensinava a catar as pedras que vinhan no meio do barro era o Sr.José(seu marido)para nós Seu Zé,que passava toda a tarde contando causas e dando risadas de felicidade.um grande abraço a toda familia de Ana das Carrancas.

  3. Adliany Rodrigues Says:

    Já havia tido a algum tempo um certo contato com a obra e a fama de Dona Ana, obra que sempre me encantou e que sempre me deixou intrigada,devido a simplicidade e ao mesmo tempo a complexidade que denota…
    Agora já na graduação, como estudante de Psicologia na Universidade Federal do Vale do São Francisco, recebo a maravilhosa e inquietante proposta de desenvolver um trabalho relacionando a obra de Dona Ana, Dama do Barro, e a Psicanálise.
    A partir dessa proposta tive a grande oportunidade de entrar em contato com a filha de Dona Ana, uma vez que ela encontra-se acamada. Sua filha, Maria da Cruz fala com a simplicidade da alma, simplicidade essa que suponho tê-la herdado da mãe. É impressioante o carinho e a atenção com que ela trata os visitantes e acima de tudo a acolhida, fazendo com que nos sintamos em casa.
    Fala da vida e da arte da mãe, como se ela própria tivesse vivido tudo, é uma emoção muito grande e ela mesmo relata que ao mesmo tempo em que emociona, ela também é emocionada, através do reconhecimento do seu trabalho.Experiência única…

  4. Andrezza Says:

    Amo suas obras e as suas histórias…
    Te admiro muito…
    Queria ser como você!
    é uma pena não poder vê-la de perto.
    Estudo na escola de Aplicação…
    Lá falam muito da senhora.

  5. jullyane Says:

    eu quero a foto da ana das carrancas

    e agora

  6. alice Says:

    voce é linda

  7. alice Says:

    eu te amo ana das carranca

  8. jhonatan M.S Says:

    as artes são muito bem feitas e bem bonitas.

  9. rosalia Says:

    eu adoro as suas obras di arte sao di mais

  10. Necy Mãe da Mata Says:

    Você é espelho.
    Quando tudo a sua volta for escuridão,
    use seu brilho interior.

    Quando todos desacreditarem da sua capacidade,
    mostre a sua força e insista um pouco mais.
    Quando tudo parecer mais forte e te sufocar,
    mire no seu objetivo e continue lutando.
    Desistir de um plano, de uma meta ou objetivo,
    é ficar andando em círculos.
    É como recomeçar a caminhada em uma longa estrada…

    Não ouça os pessimistas, acredite na sua idéia, na sua força.
    Poucos são aqueles que fazem previsões otimistas,
    a grande maioria aposta na derrota.

    Faça a diferença!
    Existem milhares de médicos, psicólogos,
    contadores, advogados, mas você é único,
    e pode criar um diferencial na sua profissão,
    seja pela simpatia, pela competência, pela inovação.

    Seja diferente, seja moderno, seja aberto ao mundo.
    Resolva-se interiormente: decida-se por um objetivo
    e concentre todos os seus recursos nessa conquista.

    Ninguém resiste aos determinados!
    Não aceite a situação como lhe aparece.
    Limpe a sua mente, fuja da miséria.
    Para terminar, lembre-se: Deus é abundância.
    Deus é prosperidade, é alegria, é vida,
    não se contamine com a dor,
    com a doença, com a pobreza.

    Não aceite uma vida triste,
    sem cor, sem amor, sem saúde, sem dinheiro, sem respeito.
    Você nasceu para brilhar, para vencer,
    para mostrar aos outros o que é viver em harmonia com a vida,
    com Deus e com você mesmo.
    Seja espelho da alegria,
    afinal de contas,
    você é Filho do Homem!

    Eu acredito em você!

    Paulo Roberto Gaefke

    É isso q sinto q ela nos deixou … um exemplo de Vida…OBRIGADA

  11. nubia Says:

    eu adoro suas obras
    vc eh um exemplo
    di vida para todos

  12. valdir nichellatti Says:

    Sou ceramista e devo espelhar-me em seu exemplo de humildade, para numca desanimar.

  13. vanessa Says:

    eu adorei todos os objtos que ela fazia eu e minhas amigas estamos pesquisando sobre o estorico dela valeu

  14. vanessa Says:

    eu adorei todos os objtos que ela fazia eu e minhas amigas estamos pesquisando sobre o estorico dela valeu ela era sensacional com amorte dela fiquei super triste mas ela ainda vai ser amulher das carrancas ou seja ana dass carrancas eu adoro ela obrigadoooooooo

  15. vanessa Says:

    ela foi um exemplo para todos que admira obrigadooo novamente

  16. philipe Says:

    nois ti temos como um exemplo ana que Deus esteja sempre com tigo

  17. luiza Says:

    ameii sua historia

  18. Lourdes Imoto Says:

    Lembro-me nitidamente de D. Ana, porque tive a lisonja de conviver ao lado desse símbolo de luta e coragem que foi Ana das Carrancas.

    Durante a adolescência, fazia parte de um grupo de jovens do bairro que se reunia no galpão de serviço de D. Ana, que ela tão amavelmente nos cedia.

    Era uma mulher de temperamento forte, decidido, sobretudo possuía um lindo coração.
    Esse temperamento talvez devia-se à sua luta árdua pela sobrevivência.

    Andávamos em sua casa com total liberdade e ela sempre se mostrou solícita para conosco.

    Ficava muito feliz quando chegava o nosso aniversário ( era a mesma data ) e ela sempre vinha me felicitar ( q glorioso! ).

    Mas o que mais me contagiava, era vê-la trabalhando com tanto esmero. Observar sutilmente os movimentos daquelas mãos no barro que como num toque de mágica ia tomando formas: ela sequer olhava para o objeto e seus movimentos, dada a sua prática e arte nata.

    Saudades de Donana ( comumente a chamávamos assim ).

    Alegro-me em saber que a sua arte contínuará imorredoura e que suas filhas continuam o seu trabalho, dando novas matizes à essa beleza que é mexer com o barro!

  19. marly Says:

    olá,da cruz,saudades de ana,gostaria que neste mundo existisse mais anas,nao e verdade?

  20. thiago Says:

    é tri

  21. Hadassa Says:

    Certa vez filhas da Dona Ana passaram pela nossa escola para nos mostrar sua arte. Eu me encantei com tamanho talento e desempenho delas e espero que essa arte nunca perca o foco, principalmente aqui no nordeste pois a arte dela faz parte da nossa cultura. =D

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: