Autoretrato

Olho para o lado e vejo um rapaz enorme, com braços compridos como um gorila e uma cabeça bem pequena, moldada por uma camada espessa de cabelos negros e espetados. Curvado para frente, ele se debruça sobre um livro, que conserva a cinco centímetros de seu rosto. Os olhos castanhos, muito próximos um do outro, não se movem durante a leitura. É o livro que é levado de um lado para o outro e cada vez mais para baixo, conforme a leitura avança. Em seu ritmo frenético e bizarro de leitura, esse estranho é a razão pela qual eu quero ser jornalista.

Estamos num ônibus cheio de gente, em pleno centro de Florianópolis, e ninguém parece notar esse sujeito que se destaca no meio dos outros. Mas ele não é só um cara esquisito sentado num ônibus, ele é personagem de uma história que eu quero contar. É para isso que eu quero ser jornalista, para contar histórias.

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