Archive for novembro \17\UTC 2007

Óleo sobre papel paraná

novembro 17, 2007

rafa.jpg

Anúncios

Quem será a maior banda do novo rock mundial?

novembro 15, 2007

Na segunda metade de 2004, duas bandas da nova geração do rock mundial lançavam seu primeiro CD, e, cada uma com um mega-hit, ultrapassavam a barreira do indie, tornando-se conhecidas até entre os funkeiros das festas de Jornalismo da UFSC. Os americanos do The Killers com “Somebody Told Me” e os escoceses do Franz Ferdinand com “Take Me Out” provavam que o rock inteligente e dançante podia ainda ser um sucesso de massa.

the_killers.jpg

The Killers

As duas bandas tiveram maneiras diferentes de aproveitar o sucesso. O Franz Ferdinand engatou, no final de 2005, um segundo disco (You Could Have it So Much Better) tão bom quanto o primeiro. Já o Killers deu uma pausa para a gravação do segundo, Sam’s Town, que só foi sair no final de 2006. Dessa maneira, durante o ano de 2006 o Franz reinava soberano no cenário do novo rock, com toda a simpatia e bom mocismo de seus integrantes. Vieram duas vezes ao Brasil, primeiro abrindo para o U2 e depois como headliners do festival Motomix, lotando os espaços onde tocaram. Ao Killers, durante todo este tempo, restou criar a expectativa em torno do novo álbum, coisas que Brandon Flowers até exagerou, bradando que este seria um dos melhores discos dos últimos 20 anos.

De fato, quando chegou às lojas, Sam’s Town transbordava pretensão. Carregando as músicas com influências de Queen, o Killers forjou um disco grandioso, de rock de arena, extremamente irregular, em que ótimos momentos como “Bones”, “When You Were Young” e “Uncle Johnny” convivem com músicas enfadonhas e arrastadas como “Read My Mind” e “Bling (Confessions Of A Broken Heart)”. No lugar das levadas dançantes de Hot Fuss (o primeiro álbum), uma massa sonora para angariar multidões. Coisa de banda que quer ser a maior do mundo. No fim, Sam’s Town não passa de um disco de transição, em que o Killers arrica uma mudança de estilo acertando e errando, mas apontando um horizonte interessante se conseguir dosar as arestas.

Disco de transição este que o Franz Ferdinand ainda prepara. O próprio Alex Kapranos já declarou que o disco deve ter mais influências e elementos eletrônicos. Se vai ser irregular ou não, deve-se esperar para ver. Com o talento que os escoceses mostraram até aqui, não será espantoso que o disco venha redondinho.

 

franz-ferdinand.jpg
Franz Ferdinand

No final de outubro, o Brasil pôde conferir mais um detalhe na disputa das duas bandas. O Tim Festival era a hora de comparar o show do Killers com as apresentações do ano passado do Franz. Os escoceses demonstram mais carisma em cima do palco, com os quatro integrantes esbanjando sorrisos e presença, enquanto o Killers depende do esforço único de Flowers, que se movimenta o tempo todo, e do simpático baterista Ronnie Vannucci. A grande diferença é que o som do Franz funciona melhor em locais menores, e o rock de arena do Killers preenche estádios – mesmo as músicas de Hot Fuss soam grandiosas com uma boa camada de teclados por baixo. Os dois empolgam, mas sem dúvida o Franz é mais incendiário.

No saldo final, nenhuma das duas bandas abriu vantagem em uma possível corrida para ser a maior banda do mundo. Mas, mesmo mais despretensioso, o Franz Ferdinand consegue, com seu carisma, estar um pouco à frente.

São Vicente

novembro 7, 2007

sao_vicente.jpg

Cultura popular, música popular e artesanato

novembro 6, 2007

O termo cultura popular é preconceituoso porque divide a população entre “elite” e “povo”, sendo o povo a parcela pobre e sem educação. A cultura popular seria, portanto, uma espécie de reflexo rude da cultura erudita e a sua afirmação a partir da cultura popular definiria seu domínio cultural sobre outras parcelas da população.

A denominação da música como popular leva essa caracterização em conta, na medida em que o termo popular afasta esse tipo de música da música clássica, que seria parte da cultura da elite, e também a afasta do termo música folclórica, indesejado por sua ligação com a tradição e dessa forma com a falta de originalidade.

Do mesmo jeito o artesanato, uma forma de produção tradicional, é desvalorizado pela sociedade industrial. De acordo com García Canclini, em seu texto sobre a venda do artesanato indígena no México, o tratamento dispensado ao artesanato pela sociedade é uma forma de afirmação de poder da cultura dominante sobre a dominada. A venda do artesanato o define como uma arte secundária, já que ele não vai ser exibido em galerias e admirado, mas sim servir como enfeite ou objeto de uso comum para uma pessoa de outra classe social e outra cultura, ou ainda como forma de ostentação, no caso de jóias e mobília trabalhada.

O comércio do artesanato vai servir para sustentar uma família indígena que antes não pertencia ao modo de produção capitalista, mas que será inserida nele com a venda de sua produção artística. Isso estabelece uma relação de cultura dominadora e cultura dominada, já que faz parte desse contexto da dominação cultural que a cultura dominadora se insira no ambiente das culturas dominadas, através de roupas, eletrodomésticos e da inserção no imaginário da cultura dominada de desejos de consumo que antes não existiam.

A música popular usa essa denominação para fugir desse afastamento que o artesanato apresenta: ele é fruto da tradição, de algo que não é novo e não pertence ao povo, mas aos seus antepassados. Dessa forma, ela consegue um apelo comercial de que a música folclórica não desfruta. A música popular é o novo, é o encontro da tradição com a atualidade, e é distante da elite, assim como a denominação da parcela pobre da população de “povo”.

No entanto, ambas as produções, a música e o artesanato, são produtos da cultura popular, se chamarmos de popular o que é feito pelas pessoas de uma sociedade, não importando seu nível de educação ou de adequação junto à elite ou junto aos grupos de maior tradição cultural. No entanto, a denominação da música como popular lhe atribui um significado que facilita a sua circulação no meio comercial e a sua assimilação pela população, enquanto o artesanato fica restrito a ser visto e comercializado como produção de uma cultura dominada e que acaba sendo vista como inferior.

Biliografia:

O que é cultura popular, Antoni Augusto Arantes Ed. Braziliense

Do mercado à boutique: quando as peças de artesanato emigram, Nestor García Canclini, As culturas populares no Capitalismo

A “origem do samba” como invenção do Brasil (Por que as canções têm música?)Rafael José de Menezes, Revista Brasileira de Ciências Sociais, disponível no site http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_31/rbcs31_09.htm

Questão de foco

novembro 6, 2007

coracao.jpg

coracao_.jpg

Óleo sobre papel paraná

novembro 3, 2007

Clique na imagem para vê-la ampliada.

acrilica.jpg

10.000 visitas

novembro 2, 2007

No trombone: 10.000 visitas desde a sua criação.

Média de 120 por dia.

Post mais lido: A influência de Marcel Duchamp na Arte Contemporânea – https://notrombone.wordpress.com/2007/07/01/a-influencia-de-marcel-duchamp-na-arte-contemporanea/

Colaboradores:

Ana Júlia Crócomo – estudante de Artes Plásticas

Diego Spagnuelo – estudante de Artes Plásticas e de Design

Gustavo Bonfiglioli – estudante de Jornalismo

Lídia Cabral – estudante de Artes Plásticas, trabalha com o fotógrafo Norton José

Rafaela Creczynski Pasa – estudante de Artes Plásticas, atualmente faz estágio com uma ceramista

Roberta Ávila – estudante de Jornalismo e de Arte Plásticas

Tiago Agostini – estudante de Jornalismo